Brindando o guaraná


A massa que foi ao GAS Festival deve ter achado um evento lindo, maravilhoso. Mal sabem os absurdos e amadorismos cometidos pelos organizadores. Começo minhas críticas pela falta de respeito aos skatistas e todos que trabalham em prol do SKATE. Infelizmente, a ganância corrompe pessoas que poderiam aproveitar a estrutura do evento pra fazer coisas muito positivas pelo skate e pra eles mesmo, sem precisar se queimar.
Com um orçamento milionário, porque não fazem uma competição profissional pra fazer parte do circuito brasileiro?
Porque uma competição amadora tem custo menor, afinal eles participam mesmo sem saber se vai ter premiação. E não tem atitude de impor nada. Pra baixar ainda mais os custos, nem oficializaram pela confederação. Agora, chora neném, se não achou justa sua colocação, não me venha usar meu ouvido de pinico ou entupir minha caixa de emails com mensagens reclamando. Que sirva de lição não só aos moleques de vert, mas à todos do street que ficam participando de eventos mal organizados por aí, sem avaliar antes de participar.

Teve muitas coisas bizarras que escutei falar e outras que presenciei. Tipo, fui com o Duzinho. Ele ia ser juiz, mas não deixaram a credencial dele na portaria. Eu entrei antes dele, e quando o cara conseguiu entrar, o campeonato já tinha acabado! Mais de uma hora do lado de fora tentando ligar pra alguém da organização, mas ninguém atendia… quando atendem, mandam esperar que alguém tava indo levar a credencial. Se tivesse esperando, tava lá até agora, porque teve que arrumar um jeitinho de entrar. Até seria motivo pra rir, mas além de não receber o cachê, ainda teve que gastar uma grana com estacionamento, gasolina e comida lá dentro (que não era barato. R$5 um pão com mortadela).
O cachê foi 20 vezes menor pra quem aceitou andar, sem serem os “tops” (Bob, Ueda, Cristiano, Mineirinho e o Danny). O Geninho, que não aceitou a “esmola”, me falou.
E outra, GAS é a abreviação de Guaraná Antártica Street. Um evento da rua tem como principais atrações, um half pipe e um looping? O looping foi realmente muito legal. Mas vertical ser associado à rua num contexto desse é triste.

O Douglas me falou que a melhor coisa da demo foi o swich frontside ollie do Bob. Boto fé mesmo que seja. O Danny eu já imaginava que nem ia andar, então praticamente não saí do bar. As vezes, dava uma checada pelo telão. Mas reencontrar e bater um papo com os amigos como o Calazans tava bem mais legal.

1 comentário em “Brindando o guaraná”

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