quinta-feira , 17 agosto 2017

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Wilson Duda expõe na festa Obrigaaah, no centro de São Paulo

Publicado Em: 21/08/2012 21:09


C… (Arquivo pessoal)

Nessa quarta-feira vai rolar a festa “Obrigaaah!” no Lapeju Bar, no centro de São Paulo, e com a exposição de arte do Wilson “Duda”, skatista referência no começo da década passada. O Duda sempre aparecia nas principais revistas e vídeos e deu uma sumida dos holofotes. Mas não parou de andar. Quando fiquei sabendo que ele ia expor na festa, já mandei algumas perguntas pra fazer uma entrevista, porque tem muita gente que quer saber o que ele anda aprontando e pra quem não conhece, é um skatista que merece ser reconhecido, principalmente por ser um cara tão legal. O mais engraçado dessa entrevista é que foi dessa forma que descobri que estou usando um shape desenhado por ele! O modelo do Bruno Aguero pela Future, da série “Yes We Can – Maple”, que é uma irônia pelo fato da marca estar fabricando os shapes nos EUA, não no México, Canadá ou China, como a maioria das marcas norte-americanas. E também me lembrei que ele trabalhou na extinta revista Observer, que foi onde comecei a escrever, graças ao Luis Naka e ao Diogo Moraes… Sintonia total!
Aqui vai o serviço da festa/exposição
Lapeju Bar
Rua Frei Caneca, 892
São Paulo, SP
A partir das 19h
Homens R$3/Mulher VIP
Mais informações, na página do evento do Facebook: http://www.facebook.com/events/447371421952692/

Veja o portifólio do Duda: http://wilsonduda.tumblr.com/

Como começou o seu trabalho com a arte?
A arte começou logo quando eu conheci o skate, isso em 1994. Aí eu via os silks dos shapes e queria fazer (risos). Aí, em 1997 eu resolvi criar a minha marca Clip Skateboard com os meus desenhos, o pessoal foi gostando e falando que tinha talento ,aí me empolguei, fiz uns cursos e estamos aí até hoje.

Wilson Duda (Arquivo Pessoal)

A Obrigaaah é sua primeira expo?
Sim, na real essa expo é mais uma reunião entre amigos, e eu sempre quiz fazer uma exposição. Mas nunca tive oportunidade. Aí eu fazias as pinturas e doava pros amigos. Tenho quadros com o Marcos Hiroshi, Marcelo Alves, Átilla Chopa, Cesar Lesgal, Gago e por aí vai. Aí, como o evento “Obrigaaah!” é feito pelo Yanick, Pedro TX, Leschar e o Bigaz, resolvi me candidatar pra expor uma parte dos meus trabalhos.

Onde você costuma andar, e com quem?
Orra, eu sou filho da extinta praça Roosevelt. Passava mais tempo lá do que na minha casa (risos). Lá eu andava com um monte de gente, por passar tanto tempo lá. Mas normalmente, ando com a Clip Skateboarda, Devão, Gordinho, Kayo, Quexada, Gago e Sasa, Slayer, Bisnaga, Marcelo Alves, Hiroshi, Tiago Garcia, Chopa, Fabinho Brandão, Pat e Kamau. Depois fui andar em São Caetano (antiga pista). Depois que fechou fui andar no Vale do Anhangabaú, Sé e Pateo do Colégio.

Você tinha patrocínios e aparecia sempre nas revistas. Não tinha planos para se profissionalizar?
Poxa, eu entrei na Hideout logo no início e depois na Child, graças ao Alexandre Tizil que me apresentou pros caras da Drop. Tive apoio da Forsake Skt Shop e Cush, saí em várias revistas e vídeos. Sempre quiz ser Pro – ainda acho que quero – mas aí comecei a me machucar demais e não ter ajuda. Fiquei com receio e resolvi estudar Arte e deixar o sonho do skate um pouco mais de lado.

Algumas fotos publicadas em revistas (Arquivo pessoal)

Conta sobre os trabalhos que você fez para as marcas de skate. Onde você trabalha agora e o que faz?
Então, eu trabalhava na Revista Observer, com o Luis Naka. Fiz alguns anúncios pra This Way, desenhos para Cush, fiz a identidade visual da marca do André Hiena, a Vegetal, fiz os desenhos da nova série de shapes maple da Future Skateboards (YES WE CAN – MAPLE), que foi o trampo mais legal que eu já fiz. Mas também trampar com o Fabinho (Future) não tem como o trampo não ser legal. Tô fazendo uns shapes pra Fonética (Rafael Argus). E faço a Booerage (Hiroshi, Marcelo, Beto e etc.).

Quais suas referências na arte e skate?
Na arte eu gosto do Miró, Dali, Goya, Aleijadinho, Di Cavalcanti. No skate, é porque no meu Espaço Amador (entrevista para revista CemporcentoSKATE) eu me espelhava em alguns caras, tipo: Tizil, Alexandre Zikkzira, Waguinho Profeta, Haroldo Carabeth, Rogério Mancha, Fabio Cristiano Chupeta. Hoje em dia a minha referência no skate são os caras que enchem o saco pra andar (risos). O Gago, Daniels Slayer (as 8 no ponto), Fabinho, Garcia, Pat, Marcelo e o Hiroshi, que me incentivam a continuar andando de skate.

Mater Dolorosa (Arquivo Pessoal)

Fome (Arquivo Pessoal)

Ouro (Arquivo Pessoal)

Ollie nos dias atuais (Arquivo Pessoal)

Outra Face (Arquivo Pessoal)

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