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"Wild in the Streets", da Emerica, reuniu mais de 1000 em São Paulo, comemorando o dia internacional do skate

Publicado Em: 21/06/2010 13:47


Nos 22 anos andando de skate que tenho, a manhã de ontem, dia 20 de junho, foi, talvez, a sessão mais emocionante que fiz na minha vida. O “Wild in the Streets”, comemoração do “Go Skateboarding Day”, o Dia Internacional do Skate (21 de junho), organizado pela marca Emerica, aconteceu no domingo na cidade de São Paulo.

O encontro, que estava marcado para acontecer em frente ao Banco Central, já reunia um grande número de skatistas antes das 9h30. A skateata partiu pontualmente às 10h rumo à Praça Roosevelt, pegando um trecho da Avenida Paulista e descendo a Rua Augusta inteira. Essa descida foi de arrepiar! A Rua foi dominada pelos skatistas, que pararam o trânsito. Não teve farol que deteve o percurso de aproximadamente 1,5Km. Eu desci no pelotão do meio e levei menos de 10 minutos.

Na Roosevelt, um policial me disse que haviam 500 skatistas na praça. Houve uma jam session aberta no “hubba”, onde eu fiquei com a responsabilidade de escolher seis manobras para ganhar brindes da Emerica. Não foram exatamente as seis “melhores”, as seis mais “difíceis”. Mas como se tratava de uma festa, o que importava era a energia da situação. Algumas manobras nem consegui ver, a galera gritava e a gente premiava. Outros acertavam, a gente chamava, eles queriam continuar andando, e assim foi… Enquanto isso, por toda praça, a sessão rolava paralelamente. Às 10h50, o último brinde foi entregue e o Felipe Motta, da Emerica Brasil, organizadora do evento, deu a próxima coordenada: Pátio do Colégio. O roteiro seria pegar um trecho da Consolação, Viaduto do Chá, Rua Libero Badaró e algumas “quebradinhas” do centro velho até o Pátio. Quando estávamos saindo da Roosevelt, ainda tinham muitos skatistas chegando da Paulista. A expressão facial de todos era de muita alegria. E isso foi contagiante.

No trajeto até o centro velho, outra vez trânsito dominado pelos skates. A cidade parada assistindo-nos passar felizes fazendo o que amamos, provavelmente chamou atenção e passou uma imagem boa. Não houve vandalismo, nem arruaça. Policiais escoltavam a skateata apenas como uma forma de proteger nós mesmos. Em alguns momentos, Felipe Motta pausava e a galera fazia o coro: SKATE, SKATE, SKATE! Não tinha como não se arrepiar e se emocionar. Os gritos ecoavam e contagiavam.

O Pátio do Colégio, programado para ser a finaleira, ficou pequeno para tanta gente. Mal os skatistas cabiam no espaço, não tinha como andar de skate, de tão apertado. Então sugeri ao Motta para irmos até a Praça da Sé, para fazer uma foto com todos os skatistas reunidos e ele aceitou, afinal, é do lado.

A frente da Catedral da Sé virou um mar de skatistas, que não paravam de chegar. Tinham tantos que não deu nem tempo de fazer a foto completa. Mas o registro impressiona. Se na Roosevelt, às 10h30 tinham 500 skatistas, às 11h30 na Sé, chuto, por baixo, o dobro. Como não paravam de pipocar gangues de todos os lados da praça, não é exagero eu dizer que tinham cerca de 2000 skatistas no auge do “Wild in the streets”, que foi a sessão na escadaria da Catedral.

Não haviam mais brindes na mochila do Motta, então o Alexandre Cotinz ofereceu o skate dele pra quem fosse o primeiro a descer o despenco. Um corredor foi formado e vários skatistas começaram a se tacar. Foi uma sessão mutiladora de shape e calcanhares. Quando os skatistas aterrissavam com os calcanhares lá embaixo, eu sentia o tremor lá de cima.

Aí entrou em cena o Fabio Sleiman, que largou a filmadora na mão de alguém e pegou seu skate. Só que o Cotinz, esperto, falou que o Sleiman não valia. Caso acertasse, não ia dar o skate. Mas o Sleiman queria vencer o desafio com ele mesmo e pulou com uma facilidade incrível logo na primeira tentativa. A multidão vibrou como um gol. Um gol de Copa do Mundo, como os que viriam algumas horas depois na África do Sul. Aí a galera começou a dispersar, pra andar de skate pelo centro, seus picos favoritos ou assistir o jogo do Brasil. Depois de 2h20 intensas (minha última foto registrada marca 12h20), fui pra casa exausto e anestesiado de alegria. Foi um dia incrível, daqueles que nunca vou me esquecer. E quem participou, provavelmente também vai se lembrar pra sempre.

A experiência é bem difícil de ser descrita com precisão. É muita emoção envolvida. Então, logo mais faço uma galeria de imagens no www.espn.com.br/skate que tentam passar um pouco do que rolou na manhã do domingo. E, como hoje é o “Go Skateboarding Day”, tô saindo pra sessão. Façam o mesmo!

"Wild in the Streets", da Emerica, reuniu mais de 1000 em São Paulo, comemorando o dia internacional do skate Reviewed by on . Nos 22 anos andando de skate que tenho, a manhã de ontem, dia 20 de junho, foi, talvez, a sessão mais emocionante que fiz na minha vida. O “Wild in the Streets” Nos 22 anos andando de skate que tenho, a manhã de ontem, dia 20 de junho, foi, talvez, a sessão mais emocionante que fiz na minha vida. O “Wild in the Streets” Rating:
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