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Uma roubada no Rio de Janeiro

Publicado Em: 26/03/2010 18:53


Algumas semanas atrás passei por uma das maiores “roubadas” da minha vida. Justo num dos lugares que mais me sinto bem: o Rio de Janeiro. Foram cinco horas de agonia, e o lado bom, é que eu não estava sozinho, tinha ótimas companhias por perto pra dividir a experiência e desespero: Otavio Neto, Anderson Tuca, Duzinho Braz, Alan Resende e um amigo pentelho dele que não parava quieto. Essa é uma história que, se você conta na roda de amigos e não tiver provas, ninguém acredita. Mas no dia seguinte, muita gente que estava no Parque dos Patins e ainda não tinha ido embora, também passou por apuros e contava as aventuras.

Duzinho e Tuca no começo da noite, quando ainda parecia divertido estar ilhados

Estávamos indo embora do Rio Vert Jam no sábado (por volta das 18h30), depois da semifinal, para o hotel. Atravessando a avenida pra pegar o taxi, começou uma tempestade muito forte, e ficamos esperando na loja de conveniência do posto de gasolina, que era no meio da tal avenida. Chovia muito forte por mais de meia-hora, e começou a bater o desespero, juntando com a fome e o cansaço. Tudo que eu queria era estar jantando no hotel, mas por causa de 1 ou 2 minutos, estava literalmente ilhado na Lagoa.

Quando a chuva pareceu diminuir, tratei de sair da loja e fui tentar caçar um taxi. Mas a água tinha dominado os arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas. Os carros passavam com dificuldades e todos os taxis estavam ocupados.

Foram pelo menos duas horas esperando por um taxi, quando resolvemos tentar ir de ônibus (que também não estavam transitando). Nem era ponto, mas um motorista muito legal parou, e ainda fez a galera entrar sem pagar (surreal!). O fato de sair daquele posto já bateu uma felicidade enorme. Só que, depois de alguns metros, o trânsito estava parado. E lá se vão minutos intermináveis sentado num banco relativamente confortável, com ar-condicionado, e o Tuca e o Otavio fazendo ringtone no fundo do busão. Essa é uma das duplas mais legais pra viajar. Até nas piores horas eles tão se divertindo. Eu fiquei quieto escutando meu iPod e o Alanzinho já estava na intimidade com o motorista e a cobradora. Dominou um pacote de biscoito e a garrafa térmica de leite deles.

Retrocedendo um pouco a história: o Duzinho tinha ido de carona num carro e levou as malas com skate e equipamentos. Como eu tava otimista que tudo acabaria bem e rápido, fiquei com meu casco de tartaruga que pesa muito e arregaça minhas costas.

O Otávio faz amizade em qualquer lugar. Fez um ringtone e saiu distribuindo dentro do ônibus

Vendo que o trânsito estava parado e sem sinais de melhorar, entrei em pânico e já estava arriscando ir embora sozinho a pé. Mas a galera veio junto. Tentamos seguir a avenida, mas logo no primeiro cruzamento, o motivo dos carros não avançarem: muita água. Tanta água que assisti uma cena bizarra, um ônibus arriscando atravessar com as rodas cobertas de água… chuto uns 1,20m de profundidade. E ainda tive que correr pra marola não me pegar.
Garoava, mas minha camisa começava a molhar e bateu a encanação da mochila não segurar a bronca pra proteger meus equipamentos. Mais uma vez llhados e sem saída, arriscamos pular a grade do Joquei Clube e cortar caminho. Deu tão certo, que os seguranças indicaram um atalho, pensando que já estávamos lá dentro.

Adiantamos muito o caminho, e sem precisar atravessar por dentro da água. Algumas ruas depois, com o trânsito ainda engarrafado, até que enfim entramos num taxi. E assim, às 23h estava de volta ao hotel. Mais de quatro horas depois do previsto.

Pra fechar a noite, pelo menos, um dos lugares que eu mais curto comer (e beber) no Rio fica na rua do hotel: o Belmonte. Dormi de barriga cheio. Isso que importa.

Uma roubada no Rio de Janeiro Reviewed by on . Algumas semanas atrás passei por uma das maiores "roubadas" da minha vida. Justo num dos lugares que mais me sinto bem: o Rio de Janeiro. Foram cinco horas de a Algumas semanas atrás passei por uma das maiores "roubadas" da minha vida. Justo num dos lugares que mais me sinto bem: o Rio de Janeiro. Foram cinco horas de a Rating:
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