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Legítima festa de skate no I/Legítimo

Publicado Em: 20/10/2008 13:15


Gian Naccarato, feeble to fakie

Skate, música boa, arte, amigos, mulheres estilosas, fartura de cerveja, refrigerante e hotdog, skate, obstáculos, skate, skate e muito skate. Sabadão foi estilo sessão dos sonhos no Paço das Artes, lá na USP. Rolou a vernissage da expo I/Legítimo, que colo trechos do release aqui embaixo, e na sequência, as fotos do evento.

Fabio Cristiano interagindo de frente com a parede

MIS E PAÇO DAS ARTES APRESENTAM EXPOSIÇÃO “I/LEGÍTIMO: DENTRO E FORA DO CIRCUITO”

Exposição convida o público a repensar os mecanismos e processos de legitimação, institucionalização e exclusão no circuito artístico, destacando intersecções entre a produção de arte contemporânea e manifestações como skate, tatuagem, HQ e hackerativismo

Em uma iniciativa conjunta, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) e o Paço das Artes realizam simultaneamente a exposição “I/Legítimo: Dentro e Fora de Circuito”.
Com curadoria de Priscila Arantes e Fernando Oliva, a mostra busca questionar os mecanismos de legitimação no sistema da arte, além de suas fronteiras e intersecções com outros circuitos. Reúne trabalhos e ações de 42 artistas e coletivos da Austrália, Brasil, Canadá, Espanha, EUA, França, Inglaterra, Peru, Romênia e Uruguai, nos mais diversos suportes – animação, fotografia, vídeo, arte digital, performance, instalação, arte digital, música, escultura, desenho e pintura. No MIS, conta ainda com três curadorias convidadas, nas seções Contos Urbanos (de Marcos Mello, em co-realização com a produtora Expomus), Periferias Digitais (Ronaldo Lemos) e Hackerativismo (Fabiana Faleiros).

No Paço das Artes, atividades no espaço Subsolo, que inclui a inauguração do mural coletivo “De Outros Espaços”, obra comissionada que reúne seis representantes da street art paulistana. Às 14 horas, com discotecagem do DJ Ganjaman, tem início as performances do Percurso Skate, em que cinco skatistas realizarão manobras em esculturas projetadas pelo artista goiano Kboco especialmente para esta interação. Para encerrar, às 16h haverá show do coletivo musical Instituto.

Já no MIS a exposição será inaugurada às 18 horas com as projeções coordenadas pelo coletivo Digital Spray, da dupla brasileira Highraff e Charlie, que trabalham a fusão entre animação e pintura com o intuito de ressignificar as superfícies do espaço expositivo.

Dividida em dois núcleos, Espaço em Movimento (MIS) e Zona de Ação (Paço das Artes), a mostra é norteada por quatro vetores principais: produções que lançam um olhar crítico, irreverente ou irônico sobre os mecanismos de legitimação institucional; ações inseridas em circuitos culturais transversais que interagem com o circuito das galerias e museus, contudo sem necessariamente tomar parte desses universos; trabalhos que evidenciam um posicionamento político assumido em relação a questões recorrentes do mundo contemporâneo; e finalmente ações engajadas nos questionamentos sobre propriedade intelectual, processos colaborativos e autoria.

“A discussão que buscamos com a mostra ‘I/Legítimo’ interessa a ambas instituições, pois diz respeito a questões determinantes da arte e da sociedade contemporâneas. O Paço das Artes há onze anos incentiva a produção emergente nesse campo, com a realização de sua Temporada de Projetos. O MIS, por sua vez, retoma suas atividades com um olhar agudo sobre as artes e as mídias do século 21”, explica a curadora Priscila Arantes, diretora-adjunta do MIS e do Paço das Artes.

Segundo o curador Fernando Oliva, Gerente de Projetos do MIS, um dos conceitos-chave para se aproximar dos múltiplos dilemas em torno da idéia de legitimação hoje é o de “circuito”, entendido como o campo em torno do qual gravitam manifestações diversas nos campos da arte e da cultura. “Para uma obra ou um artista, estar ou não inserido em certo lugar, e estabelecer relações com os agentes do sistema, é determinante de seu posicionamento e de seu valor simbólico neste jogo de forças”, afirma ele.

Zona de Ação – Paço das Artes

Além das performances de skatistas, apresentações musicais do coletivo Instituto e do DJ Ganjaman que serão realizadas exclusivamente no lançamento da mostra, a exposição no Paço abrange as produções no campo da linguagem visual como desenho, escultura, vídeo e pintura. No Subsolo, será lançado “De Outros Espaços”, um mural coletivo pintado pelos artistas comissionados Ciro Cozzolino, Ciro Schuneman, Renan, Milo, Prozak e Thiago Planta. No Térreo, o romeno Dan Perjovschi, destaque da última edição da Bienal de Veneza, transpõe para as paredes do espaço expositivo 250 desenhos via papel carbono, em um trabalho de crítica social e questionamento sobre os limites das instituições de arte.

Ainda na esfera internacional, o coletivo espanhol El Perro traz para o Paço das Artes uma videoinstalação em que será exibida uma atuação performática de skatistas no interior de uma famosa prisão política madrilenha. Do Peru, o artista Gabriel Acevedo Velarde toma por base periódicos de seu país para construir um jornal fictício, onde relata a ação imaginária de um grupo de terroristas. A produção nacional traz proposições do Avaf (assume vivid astro focus), Carlos Dias, Carlos Contente, Daniel Lima, Daniel Melin, Fernando Martins e Renato Custódio, Tatá Aeroplano, Tiago Judas, Tinho, Pjota e Rodolpho Parigi.

“A proposta é criar uma zona de discussão, instigar a reflexão sobre o que vem a ser o sistema da arte como um todo, além de questionar o papel das instituições culturais nesse contexto. Queremos repensar os mecanismos e processos de legitimação, de incorporação e de exclusão no circuito artístico convencional e no underground, por isso trabalhamos com uma gama de proposições tão diversa”, completa o curador Fernando Oliva.

SOBRE OS CURADORES

Fernando Oliva: curador e docente da Faculdade de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), responsável pelo Núcleo de Projetos do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP). Entre seus projetos recentes destacam-se “Cover=Reencenação+Repetição” (Museu de Arte Moderna de São Paulo), “Comunismo da Forma-Som+Imagem+Tempo: A Estratégia do Vídeo Musical” (Galeria Vermelho) e “À la Chinoise+The Site Specific” (Microwave Festival de Hong Kong).

Priscila Arantes: pesquisadora e curadora no campo da arte contemporânea, diretora-adjunta do MIS e diretora técnica do Paço das Artes. Doutora em comunicação e Semiótica pela PUC-SP, integra o corpo docente da mesma instituição. Entre seus projetos curatoriais destacam-se as mostras “Circuitos Paralelos: Retrospectiva Fred Forest”, exibida no Paço das Artes, e “Bia Medeiros: Trajetórias Corpos Informáticos”, para a Caixa Cultural de Brasília e do Rio de Janeiro. Autora das publicações “Arte @ Mídia: perspectivas da Estética Digital” (FAPESP), finalista da 48ª edição do Prêmio Jabuti (2006), e “ Estéticas Tecnológicas: Novas Formas de Sentir” (EDUC). Organizou a coletânea “Conexões Tecnológicas”(IMPESP).

Marcos Mello (curadoria Contos Urbanos no MIS): Artista plástico e designer gráfico, formado pela escola alemã Waldorf com curso profissionalizante em Artes Gráficas. Curso superior de Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Pedagogia (Unicastelo) e Pós-Graduação em Design Gráfico na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. É mestre em Educação, Artes e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Ronaldo Lemos é diretor do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV-RJ. Diretor do Creative Commons no Brasil. É um dos fundadores do site Overmundo, grande vencedor do Prix Ars Electronica 2007. Colunista da revista Trip e curador do Tim Festival, além de outros festivais de música e tecnologia. É mestre em direito pela universidade de Havard e doutor em direito pela USP. Foi professor visitante da universidade de Oxford. É autor dos livros “Tecnobrega: o Pará Reinventando o Negócio da Música” (ed. Aeroplano, 2008) e “Direito, Tecnologia e Cultura” (ed. FGV, 2005).

Fabiana Faleiros é mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, autora do livro “Sem-título” (2006), de poemas para imagens do site Gettyimages. Em 2007 participou das exposições “Comunismo da Forma” (Galeria Vermelho, São Paulo), “À la Chinoise+The Site Specific” (Microwave Festival de Hong Kong) e “Blooks” (Oi Futuro, Rio de Janeiro).

SERVIÇO

EXPOSIÇÃO I/LEGÍTIMO: DENTRO E FORA DO CIRCUITO

Núcleo Zonas de Ação (Paço das Artes)

Abertura: 18 de outubro (sábado), às 11:00. Programação: Discotecagem DJ Daniel Ganjaman: das 14:00 às 16:00. Performance Percurso Skate: das 14:00 às 16:00. Show Instituto: das 16:00 às 17:30.

Dias e horários de exibição da mostra no Paço das Artes: terças a sextas, das 11h30 às 19h; sábados, domingos e feriados, das 12h30 às 17h30.

Encerramento no Paço das Artes: 30 de novembro de 2008.

Núcleo Espaço em Movimento (MIS)

Abertura – Performance Digital Spray: 18 de outubro (sábado), às 19:00.

Datas e horários de funcionamento no MIS: terças a sextas, das 12:00 às 19:00; sábados, domingos e feriados, das 11:00 às 18:00 (Para escolas, mediante agendamento, serão oferecidas visitas na parte da manhã. Para estudantes de cursos noturnos, poderão ser agendadas visitas das 19:00 às 21:00).

Encerramento no MIS: 11 de janeiro de 2009.

Paço das Artes: Av. da Universidade, nº 1. Cidade Universitária. São Paulo.

Tel.: 11-3814-4832.

Entrada gratuita

MIS: Avenida Europa, 158. Jardim Europa. São Paulo.

Tel.: 11- 2117-4777

Ingresso de acesso ao espaço expositivo: R$4,00 (adulto); R$2,00 (estudantes portando carteira de identificação). Ingresso grátis aos domingos (exceto para a programação de cinema de circuito). Maiores de 65 anos não pagam ingresso.

Photobucket
Clica nessa imagem pra abrir a panorâmica. É um mural de grafitti

O lado divertido de trabalhar com skate. Mas, quero ver o foco, Mug!

Guilherme, vulgo “é Guéga, Guêga ou Guiga” e o ufólogo Klaus

E a sessão só não foi melhor ainda, porque não levei meu skate. Acordei com o Klaus falando que ia me pegar em meia-hora. Só deu tempo de me jogar debaixo do chuveiro e sair correndo. Como tava chovendo, desencanei de levar o skate, achei que ia ser estorvo ficar carregando skate na chuva. Me dei mal.
Ganjaman entende de música e discotecou uma trilha perfeita pra sessão

O Kboco projetou uns obstáculos e o Rotatori construiu. São umas “esculturas” skatáveis com pinturas características do “macaco”. Acho que todos que andaram curtiram. Assistindo a sessão, dava pra ver que a galera tava curtindo. E ver o Formiguinha fluindo pelo espaço com as linhas dele dava gosto. Parece que já era local do pico, de tanta espontaneidade que as manobras saíam, mas tava estreando a sessão como todos.


O lugar é bastante empoeira, então as fotos com flash da minha Cybershot ficaram horríveis

Frontside feeble grind do “Gui da Antihorário”

Danny Marks foi um dos que mais curti ver andar. O raciocínio desse moleque é absurdo, aí junta o dom dele de controlar o skate nos pés, o resultado é ficar com o cérebro confuso tentando entender o que ele fez. Assisti o promo dele e ainda não tenho certeza se vi filmagens reais ou de videogame.

Fabio Cristiano

Klaus e Alê, vulgo Aleviana, com suas Polaróides

E no meio da festa toda ainda teve show do Instituto. Com o Kamau, claro!

Acho que eu nunca tinha visto tantas crianças andando de skate juntas. A geração que literalmente nasceu andando de skate tava em peso.

César e Branco Gyrão

Os Baratinhas

Dinastia BS Crew

O filho do Tuca, o Arthur, é o mais malaco de todos

Kboco é um dos artistas que eu mais admirava. Já era fã. Agora, com essa interação que ele fez com o skate, tá no topo da minha lista.
Olha esse mural aqui embaixo!

O Paço das Artes está dividido em duas partes. Essas fotos anteriores foram feitas no subsolo do prédio. Dentro do Paço, estão as fotos, esculturas e outras obras.

Ó o Renatinz, moleque firmeza, me fotografando

Alexandre Cotia, posando ao lado da sua foto, na expo do Fernando Martins

Essa foto do Gian é absurdamente fantástica e essencial na expo do Custódio

Formiguinha

Pinturas do Carlos Dias. Curto os trabalhos dele, tanto musicais, quanto artístico. Imagina isso aí estampado em decks. E o Polara, hein? Tinham que voltar!

Essas instalações com vídeo precisam de calma pra assistir


Ilustrações do Walter Tinho com os característicos questionamentos sociais dele. O evento foi tão grande, tinha tanta gente, que não trombei o Tinho, a Karen, o Felipe Vital, e muita gente que, com certeza, queria ver.

Essa semana, certeza que as sessões no subsolo vão pegar fogo. E não vou deixar de levar meu skate! Não deixe de levar o seu.

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