O vídeo de skate que merece um Oscar: parte do Joaquim Trier no “Gærralong Gæng”

Ontem me perguntaram qual o vídeo de skate que merece um Oscar.

Com uma câmera apontada para a minha cara, meu raciocínio surta, e só depois de responder eu me lembrei que nessa ocasião, a indicação apropriada poderia ter sido um vídeo do skatista dinamarquês Joaquim Trier, diretor do “Valor Sentimental”, um dos filmes que mais gostei dessa temporada.

“Gærralong Gæng” é um vídeo da cena norueguesa lançado em 1992, e o Trier tem a parte de abertura, com manobras que poderiam tranquilamente estar nos principais vídeos das marcas norte-americanas da época.

Nascido na Dinamarca, Joaquim se mudou com a família para Oslo pouco depois que o skate deixou de ser crime na Noruega. Inclusive, o irmão mais novo do Joaquim, Emil, produziu “Brettkontroll“, um documentário sobre esses tempos sombrios em que o skate era proibido.

Como o skate, o cinema é uma arte subjetiva, impossível de julgar.

Não consigo comparar “O Agente Secreto” e “Valor Sentimental”, mas são duas obra-primas para assistir no cinema e apreciar a forma como foram produzidas.

Minha torcida para “O Agente Secreto” ganhar prêmios era grande, mas vibrei muito com as merecidas vitórias do Joaquim Trier com o poético “Valor Sentimental”, como também quando o Spike Jonze ganhou a estatueta pelo premonitório “Ela” em 2014, o “Learning To Skateboard In A Warzone (If You’re A Girl)” ganhou em 2020 e o “Ainda Estou Aqui” venceu ano passado.

Em 2015, o skatista paulistano Alê Abreu estava lá no tapete vermelho com seu “O Menino e o Mundo” indicado como melhor animação, mas não rolou. Quem sabe, algum dia meu amigo talentoso Marcos de Souza, chegue lá com algum documentário.

Mande sugestões, dúvidas, etc, para sidney@skataholic.com.br

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