Portifólio: Zine Vans “Feel Something New”

Em maio de 2025 a Vans Brasil lançou o zine “Feel Something New”, como parte da campanha de lançamento de uma coleção do Old Skool, um dos tênis mais clássicos da marca.

O zine teve tiragem limitada e foi distribuído em algumas lojas da marca em São Paulo.

Eu colaborei com o zine escrevendo o editorial, entrevistas com Daniel Kim, Carlos de Andrade “Piolho”, Edu Andrade “Revolback”, um artigo sobre skate rock, uma teoria que o primeiro ollie air da história foi com um Old Skool, uma introdução de um ensaio com artistas convidados e um resumo do livro de memórias do Paul Van Doren, fundador da Vans.

Disponibilizo aqui os textos.

Editorial

O Old SkoolTM não é um tênis, é uma manifestação cultural!

O Old Skool nasceu em 1977 como Style 36 e foi o primeiro tênis com a marcante listra lateral, que era chamada de jazz stripe e também apareceu em alguns anúncios como leather racing stripe. Hoje é a famosa Sidestripe, que fez da Vans um signo da cultura urbana contemporânea.

Ele foi um tênis criado para andar de skate, mas seu visual marcante e versátil fez dele um ícone que está sempre se revigorando, parecendo atual.

Os skatistas adotaram a Vans para as sessões em 1966, logo que a fábrica abriu sua primeira loja na Califórnia. E entre os maiores clientes estavam os lordes de Dogtown Tony Alva e Stacy Peralta, que tinham o modelo Style 44 Authentic como favorito para manobrar, mas ainda não era o ideal.

Atento às necessidades dos skatistas, Paul Van Doren, co-fundador da Vans, os escutou com atenção e nasceu o Style 95 Era, com as melhorias sugeridas pela dupla, que passaram a ganhar tênis como patrocínio.

Mas o Old Skool não é apenas um tênis, um calçado desen- volvido para manobrar e ser durável. Ele transcende sua funcionalidade. O Old Skool é uma manifestação cultural, em que as pessoas calçam para se expressar, mostrando sua liberdade, na vanguarda das tendências.

Em 2026 a Vans comemora seu aniversário de 60 anos. Mas ela não foi inaugurada da noite para o dia em 1966. O processo foi longo, começou antes. Então, já podemos entrar no clima de comemoração, pois há 60 anos a Vans já acontecia nos bastidores.

Entrevista com Daniel Kim

O skatista profissional paulistano Daniel Kim começou a andar de skate no ano em que a Vans lançou o tênis Old Skool, 1977.

Estamos agora em 2025, e tanto Kim quanto o Old Skool, continuam na ativa e se reinventando constantemente seguindo o lema Feel Something New.

Kim foi local da Wave Park, Ibirapuera, Parque da Luz, Ladeira da Morte, Praça Roosevelt, Campon e todos picos skatáveis que apareceram em São Paulo nas últimas décadas.

SA: Qual a primeira lembrança que você tem do Old Skool?

DK: A primeira lembrança que eu tenho do Old Skool é no final dos anos 70, onde eu via os anúncios do modelo Style 36 na extinta revista Skateboarder. Mas o meu primeiro Vans só aconteceu no ano de 1984, quando eu troquei meu Cortez de couro por um Slip On de lona.

SA: O Style 36 foi lançado em 1977. Quando você começou a andar de skate?

DK: Meu primeiro contato com o skate foi em 77, e só fui conhecer a Vans em 1978, através do meu primo que já andava de skate, e ele me apresentou a Vans como um tênis feito para a prática do skateboard

SA: Qual a sua história com a Vans, de ser um cara que sonhava em ter o tênis que via nas revistas nos anos 70, até hoje ser um dos representantes da marca?

DK: A minha história com a Vans vem desde o final dos anos 70, onde sonhávamos ter um Vans. Desde o primeiro Vans, até hoje me sinto realizado pelo trabalho que fizemos. E sinto que ajudamos a marca a se posicionar no mercado e no gosto das pessoas. Muitos tinham vergonha de usar o Sidestripe, pois eram paga pau de outra marca de skate (que copiava a Vans). Mas só a Vans tinha o skate como logomarca. Eu sou apaixonado pela marca e sua cultura.

SA: Na década de 70 você sonhava em ter o tênis e não tinha para vender no Brasil. Hoje, o Old Skool é usado por todos os tipos de pessoas, celebridades e praticantes de outros esportes. Qual a sua reflexão sobre isso?

DK: Acho que foi pelo trabalho no qual iniciamos em 2010 aqui no Brasil e também pelas ativações que a marca passou a fazer com constância sem nunca perder sua identidade. Hoje ela está bem popularizada em vários segmentos, mas isso se deve a sua identidade e sua essência que nunca foi deixada de lado.

SA: Tem histórias pessoais sua com o Old Skool?

DK: A lembrança que eu tenho, é que o pessoal daqui do Brasil chamava ele de Low-Top por causa do Hi-Top, que atualmente é chamado de Sk8-Hi. Nessa época os tênis americanos eram vulcanizados e com a palmilha feita de borracha. E quando se desgastavam, saia uma lona entre as borrachas do calçados. Duravam muito tempo.

SA: O Old Skool nunca deixou de ser fabricado. O que você acha que justifica esse sucesso?

Na minha visão, ele se tornou o tênis apropriado para a prática do skate junto ao Sk8-Hi, principalmente pelo Sidestripe. Pois eles eram o desejo e sonho de 99% dos skatistas dos anos 70 e início dos anos 80. Assim, se tornando um ícone do skateboard.

SA: Como o Old Skool te inspira a sentir algo novo?

Na verdade, eu vejo o Old Skool se recapitulando em vários sentidos. Dando uma repaginada nas épocas punk e new wave, muito ligadas ao desenvolvimento progressista. Pra mim, o Old Skool representa a nossa cultura do skateboard desde seu início, como um calçado feito para a prática do skate e suas culturas, como rock e esportes radicais.

Entrevista com Carlos de Andrade Piolho

Carlos de Andrade, o Piolho, é skatista profissional da Vans, e nasceu em 1978, um ano após o lançamento do Old Skool. Em 2026 a Vans comemora 60 anos, marcando também os 30 anos da vitória de Piolho no Slam City Jam, evento que o projetou globalmente e lhe confere o título de skatista lendário. 

Piolho faz parte da Vans desde 2022, reforçando que a marca se preocupa com suas raízes, respeitando a história do skate brasileiro.

“A Vans sempre foi uma marca que valoriza o skate e os skatistas. Eu fiquei muito feliz e honrado quando eles me convidaram para fazer parte do time. Foi a realização de um sonho, até porque já achava que não teria mais ninguém que acreditasse no meu rolê pelo fato de estar mais velho. Isso me motivou muito para continuar andando e me expressando no meu skate.”

“O Old Skool representa um marco na história do skate mundial. E pra mim, representa o mais puro e verdadeiro símbolo de um modelo de tênis de skate, que vai passar por muitas gerações que ainda virão. Ele é, e sempre vai ser parte da cultura do skate.”

“Acho muito irado saber que esse tênis ainda continua sendo usado por todas as gerações. E fez parte da minha geração também. Ele realmente é um tênis que é muito bom pra dar um rolê de skate. E sei que sempre será um tênis ícone entre os skatistas.”

“Eu sinto que o Old Skool evoluiu com o passar dos anos! Ele já era muito bom, só melhorou. Acho ele revolucionário. Acho que ele me inspira a cada vez ser mais criativo e evoluir como o próprio Old Skool.”

“Quando eu comecei a andar de skate era raro você conseguir um tênis como os da Vans.  Mas agora está acessível para todo mundo e isso é muito legal. E ver o Old Skool sendo um dos tênis mais populares até com celebridades é muito louco. O skate sempre lançou tendências.”

Entrevista com Edu Andrade “Revolback”

O vocalista da banda Questions, Edu Andrade, é fã de longa data e parceiro da Vans. 

Em 2018 ele foi convidado para a campanha global “The Spirit of DIY”, da marca. 

Edu fez parte do vídeo oficial e teve suas fotos e artes com o espírito do ‘faça você mesmo’ estampadas em lojas, aeroportos e até ônibus de várias cidades pelo mundo. “Vi uma festa da Vans nos Emirados Árabes, Coreia do Sul e etc. Me escreveram pessoas de Moscou, Cingapura, Paris, Londres, México, Chile, Panamá, Los Angeles, São Francisco e etc“, conta o artista.

Além de liderar uma das principais bandas de hardcore do Brasil, Edu assina como Revolback seus trabalhos de xilogravura transformados em lambe-lambe branco e preto. 

Skatista desde 1985, conheceu a Vans no cinema, quando assistia Sean Penn interpretando Jeff Spicoli no filme “Picardias Estudantis”, de 1982. 

O Jeff Spicoli usava um tênis todo quadriculado, bem style, que eu pirei na hora que vi. Mais tarde, vi um moleque na escola usando este tênis. Parei ele na hora, e descobri que era um original Vans, o Slip-On Checkerboard, igual ao do Jeff Spicoli. Daí não parei mais de acompanhar, comprar, ganhar, trabalhar e venerar esta marca até os dias de hoje!”, relembra. 

Como muitos dos skatistas da geração dos anos 80, Edu Andrade considera o Old Skool o tênis mais icônico e original de todos os tempos, pois, “é a representação do skate na sua essência, da rebeldia de um adolescente em iniciação. É o tênis que marcou época e continua marcando gerações. Foi assim comigo e com certeza com a maioria dos garotos que querem transgredir, não só no skate, como na música, na moda, arte e outras modalidades do esporte.” 

Com a Questions prestes a lançar seu sétimo álbum, o “Todxs”, nesse 25° ano de atividade, Edu faz uma comparação sobre a motivação para a banda continuar na ativa: “o que temos em comum com o Old Skool, é o de sempre estar à procura do novo. Sempre estar se renovando, sem perder a identidade. Quebrar barreiras, superar desafios, superar os padrões estabelecidos. Cair, levantar, mas sempre na procura da transgressão artística, musical e filosófica!

Foto icônica do Minor Threat, registrada pelo Glen E. Friedman

Skate Rock

Foi através do skate que eu tive contato com o universo da música, principalmente o punk rock. Consequentemente, essa multicultura do skate se estendeu para arquitetura, fotos, literatura, vídeos, etc.

E entre fotos icônicas da minha adolescência, cultuando bandas que me moldaram, o Old Skool estava lá, calçando os caras.

Dessas, destaco o Mike Muir na capa do primeiro álbum do Suicidal Tendencies, lançado em 1983, e que foi trilha-sonora onipresente de sessões de skate de uma geração. O quarteto foi fotografado de ponta cabeça pelo Glen E. Friedman. E o Sidestripe nos pés do Muir sobressaia muito, encantando quem apreciava a capa do vinil enquanto escutava o som.

Outra foto inesquecível também é do Friedman: o quarteto do Minor Threat sentado em frente a casa do Ian McKaye em Washington. 

O líder em primeiro plano com o Vans Old Skool e com um skate no enquadramento me despertou interesse em conhecer o som, afinal, se a banda é de um skatista, então é bem provável que vou me identificar. 

Não só me identifiquei instantaneamente, como o Minor Threat e o Fugazi estão entre minhas bandas prediletas.

Outra curiosidade dessa foto, é que até Os Simpsons a reproduziram.

Vale abrir um parênteses para o Glen E. Friedman, que começou a fotografar registrando os amigos de Dogtown que se tornaram os Z-Boys. 

Friedman fotografou com maestria o nascimento do skate em piscinas e também importantes shows, bastidores e capas de discos, como o “Check Your Head” do Beastie Boys, “Original Gangster” do Ice-T, “The Greatest Adventures of Slick Rick”, do próprio, “It Takes A Nation Of Millions To Hold Us Back”, do Public Enemy, e muitos outros clássicos importantes do hip hop e hardcore.

Recomendo ter os livros dele, principalmente o “My Rules“, um resumo do inacreditável universo que ele circulou.

A relação da Vans com artistas é de longa data. Muitos já eram fãs da marca e dos tênis antes de pensarem em ser artistas.

Ao longo dos anos foram lançadas muitas colaborações em parceria como Slayer, Public Enemy, Eminem, Sting, Motorhead, Descendents, Bad Religion, Ignite, Circle Jerks, Bad Brains, Millencolin, No Doubt, Social Distortion, Johnny Ramone, Kiss, Rise Against, The Dropkick Murphys, The Germs, Iron Maiden, AFI, entre outros.

Um dos primeiros registros do Ollie Air, publicado no livro “My Rules”, do Glen E. Friedman

Ollie Air x Old Skool

É muito provável que o primeiro Ollie Air da história foi com um tênis Old Skool, da Vans.

Em 1978 o skatista Alan Gelfand, conhecido como Ollie, começou a acertar os seus primeiros aéreos sem usar as mãos, com a técnica de bater o tail e controlar o skate nos pés, numa pista na Flórida. Os amigos batizaram a manobra de Ollie Pop.

Ollie tinha 15 anos e já era patrocinado pela Vans.

Nos primeiros registros do Ollie Air em fotos só era possível ver parte dos solados Waffle, pois era o ângulo de fora da pista que valorizava a magia da revolucionária manobra. 

O tênis Old Skool havia sido lançado pela Vans um ano antes, em 1977, quando a manobra já estava sendo tentada, pois levaram oito meses para o Ollie acertá-la.

E só em 1979 começaram a registrar o Ollie Air flutuando em vídeos, onde é possível ver nitidamente o Old Skool nos pés do skatista.

Quando a lenda do Ollie Air se espalhou, Alan chegava nas pistas e seus tênis eram o centro das atenções, pois na época achavam que ele usava algum tipo de truque para grudar o skate nos pés e voar.

Eu era patrocinado pela Vans, e eles costumavam roubar meus tênis porque estavam procurando por cola, ganchos, etc. Então eu ia para as turnês e levava dois ou três pares de Vans, e quando eu ia embora, tinha sorte se ainda tivesse os tênis nos pés”, contou Ollie no livro “Skateboarding is not a fashion“. 

O Ollie Air é a manobra mais simples e básica do skateboard. Um clássico como o Old Skool, que nunca fica datado. Ambos se renovam constantemente, em infinitas variantes. E sempre despertando sentimentos novos.

A técnica do Ollie Air no chão foi adaptada e popularizada pelo Rodney Mullen, também da Flórida, no começo da década de 80.

O Ollie Air em altura está no Guinness Book, o livro dos recordes. Em 2011, Aldrin Garcia pulou 114,3cm.

O termo Ollie faz parte do dicionário da língua inglesa Oxford e em 2015 Craig Snyder lançou o livro “A história secreta do Ollie, Volume 1 – Anos 70”, com 912 páginas.

Memórias Autênticas de Paul Van Doren

Em 1964 Paul Van Doren cruzou os EUA de ponta a ponta com a família, do Estado de Massachusetts até a Califórnia, aproximadamente 5 mil km.

Dois anos depois, no dia 13 de março de 1966, com o irmão James, Paul abriu a primeira loja da Van Doren Rubber Company, em Anaheim, onde vendia os tênis que fabricavam artesanalmente.

O fundador da Vans morreu aos 90 anos de idade em 2021, poucos dias depois de lançar seu livro de memórias, “Authentic“.

“Preste atenção às pessoas que usam seu produto ou, melhor ainda, trabalhe com elas para criar algo completamente novo.”

“Para mim, fazer tênis sempre foi mais do que um negócio — há algo em fazer uma coisa que todo mundo usa que transcende o comércio. A experiência compartilhada a torna especial, da mesma forma que uma música que todos amam parece mais significativa. Vans não é apenas um par de tênis; é também uma boa história, uma que chamamos de nossa. Há poesia e estilo nisso. Eu gosto disso.”

“Também ajuda o fato de sermos tenazes. Aprendi que o que torna um empreendedor bem-sucedido é a mesma coisa que torna um bom skatista ou um bom surfista: você 

“Os Z-Boys de Dogtown eram, na verdade, mais do que skatistas. Com seus movimentos de estilo selvagem, shapes cobertos de grafite e atitude desafiadora, os Z-Boys pareciam mais ‘uma gangue de rua do que uma equipe de skate’, como a revista SkateBoarder certa vez colocou. De muitas maneiras, foi uma evolução natural para a Vans se tornar tão intimamente ligada a essa vertente da cultura jovem, com sua ênfase na liberdade de auto expressão. Os skatistas descobriram nossos tênis em um momento em que a indústria calçadista estava mudando, e eles nos ajudaram a encontrar um nicho, uma identidade que mantemos até hoje.”

“Eu sempre tive o hábito de rabiscar em um bloco na minha mesa enquanto pensava. Um dia, olhei para baixo e vi que havia desenhado uma espécie de listra com uma aparência legal. Gostei, e todos os outros também. Decidimos adotá-la para a marca dos nossos tênis e colocá-la nas laterais do nosso modelo mais recente. Nosso modelista a chamou de ‘jazz stripe’. Não colocamos a listra lateral em todos os nossos modelos de tênis, mas com o tempo a adaptamos para vários deles que ainda a têm até hoje. A Sidestripe se tornou a marca inconfundível da marca Vans.”


“O Old Skool foi o modelo que Stacy Peralta adotou para seu visual pessoal. Dada a visibilidade de Stacy usando seus Vans em competições, ele procurou Betty Mitchell e perguntou se a Vans consideraria pagá-lo um salário mensal. Ela pensou sobre isso e voltou com uma oferta de 300 dólares por mês. Stacy relembra: ‘Até onde sei, fui um dos primeiros skatistas profissionais a receber um salário mensal de uma empresa de calçados.’ Ele contou ao (meu filho) Steve que ainda tem aquele primeiro cheque. Em retrospectiva, pode-se argumentar que Stacy Peralta fez pelo Vans e pelo skate o que Michael Jordan fez pelo basquete e por aquela outra marca. Stacy se tornou um modelo a ser seguido por outras crianças, e os Vans eram uma parte essencial de seu visual.”

“Cinco décadas depois de eu ter fundado a Van Doren Rubber Company, nossa marca está associada a ‘criadores expressivos’, os artistas, músicos, skatistas e surfistas – os influenciadores, aqueles que seguem seu próprio caminho. Eu não poderia estar mais orgulhoso, porque foi assim que eu sempre fiz as coisas também.”

Trechos do livro “Authentic, a memoir written by Paul Van Doren”, da editora Vertel Publishing.

Introdução artes

Mais que um tênis, um ícone. Mais que um estilo, uma declaração. 

Uma tela em branco para mentes inquietas, um convite à reinvenção constante.

“Feeling Something New” não é apenas um lema, é a personificação de uma filosofia. Uma experiência sensorial que transcende gerações e celebra a individualidade na sua forma mais pura. O Old Skool se transforma em um símbolo de expressão, conectando arte, música, skate e comunidade em uma sinfonia vibrante de cultura urbana.

O Old Skool™ te chama para um mergulho profundo na sua própria essência.

A Vans convidou 11 artistas para expressarem seus talentos motivados pelo tênis Old Skool. Liberdade total e impulsionados para inspirar um sentimento de algo novo, Amanda Lobos, Enivo, Fernanda Luz, Flip, Vinícius Gut, Mari Mats, Mottilaa, Nihao, Nikolas de Murtas, Wagner Loud e Wesley Dahora toparam o desafio.

Conheça o novo. Old Skool™

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