sábado , 16 dezembro 2017

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Skateshops

Histórias de duas “skateshops”, vendedores de skate em São Paulo e Nova York.

Publicado Em: 03/03/2016 21:07


Loja de skate móvel em Nova York. (foto: Sidney Arakaki)

Loja de skate móvel em Nova York. (foto: Sidney Arakaki)

Duas situações com “skateshops” inusitadas registradas em duas das cidades mais caóticas e cheias de surpresa do mundo. São Paulo e Nova York. Em ambos momentos, encontrei por acaso curiosos “vendedores” de skates. Em 2011, em Nova York, trombei esse caminhão skateshop parado no centro de Manhattan. O cara tinha acabado de estacionar numa ruazinha e os moleques começaram a colar pra comprar peças, doces, sucos e vários tipos de guloseimas. Por ali não tem muitas lojas de skate “core” e o Tre Truck tinha algumas opções legais de marcas.

Tiozinho do Parque Dom Pedro. (foto: Sidney Arakaki)

Tiozinho do Parque Dom Pedro. (foto: Sidney Arakaki)

Aqui em São Paulo, algumas semanas atrás, dei de cara com um senhor empurrando um carrinho de supermercado com alguns skates na região do Parque Dom Pedro. A maioria estava amarrado nas laterais, chamando minha atenção. Foi um choque! Por ali eu sou encanado de tirar o telefone do bolso, já deixei de registrar muitas coisas surreais, mas esse vendedor eu precisava fazer a foto. O instinto de tirar o telefone do bolso foi maior que o medo, e fiz o primeiro clique praticamente sem pensar. Foi o que mais curti – Essa imagem da direita.

Depois ele parou e começou a posar para a foto. Não resisti e perguntei o preço. “R$20”, ele respondeu sorridente e simpático, enquanto mais pessoas foram chegando em volta para analisar os skates e perguntar o valor.

É sensacional que um senhor saia vendendo skates empurrando um carrinho pelo centrão de São Paulo, principalmente num valor tão acessível. São crianças que ganham esses brinquedos inocentes que tiram o maior proveito e criam uma relação verdadeira relacionada à diversão. O skate atual está exageradamente muito ligado a profissionalismo.
Num mercado tão competitivo e hipócrita como hoje, temos que reconhecer que um tiozinho desse está vendendo “diversão”, plantando a semente de uma geração de pessoas que por um período da vida se divertiram com um brinquedo chamado skate. Não foi um frustado que tentou ser skatista e parou de “treinar” seja lá qual foi a motivação interrompida.

Lojinha de skate itinerante no centro de São Paulo. (foto: Sidney Arakaki)

Lojinha de skate itinerante no centro de São Paulo. (foto: Sidney Arakaki)

Claro que não podemos esperar qualidade de um skate de R$20. Mas para uma criança, de qualquer classe social, na maioria das vezes não sentirá a menor diferença ao brincar com um skate comprado na rua e numa skateshop.




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Sobre Sidney Arakaki

Skatista profissional e blogueiro

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